Uma das coisas que sempre me indigna profundamente é a inconsistência do pensamento de uma boa parte da população no que diz respeito aos DIREITOS ANIMAIS. A incoerência é extrema visto que, ao se intitular Defensor dos ANIMAIS, não se descreve a qual tipo de animal você protege, dando a entender que a proteção é total e irrestrita. Mas não é isso que acontece.
Bem-estaristas, socorristas e PET-protetores (defensores de cães e gatos, principalmente) acabam se designando como protetores de animais mesmo que acabem cometendo direta ou indiretamente vários tipos de atrocidades com animais. É claro que o meu foco principal em falar sobre isso é com relação ao veganismo. Como disse no texto anterior, podem existir diversas maneiras de ajudar os animais, mas nenhum eh plena sem a adoção de uma dieta VEGANA, afinal, como posso AMAR os ANIMAIS e defende-los e come-los ao mesmo tempo?
Se todos os animais devem possuir direito a vida, como é que podemos conferir tal direito a eles e comermos ao mesmo tempo? A incoerência é explicita e tão ridícula que realmente fica difícil de acreditar que alguns ainda pensem assim.
A minha teoria sobre o tema envolve principalmente 2 aspectos:
1 - Indivíduo enxerga todos os aspectos acima, mas por motivos estúpidos acaba continuando a prática de promover a morte de animais para seu próprio benefício. Entre estes motivos destaco um que acredito ser o de maior egoísmo e estupidez humana: "O Sabor". Declarações como: Adoro comer carne e não sei como viveria sem queijo e lácteos, demonstram apenas a tendência de nos mantermos reféns de ideias tradicionalistas e comuns e a Preguiça, para não descrever com alguma palavra mais forte, que nos faz não ter a atitude de quebrar com paradigmas estúpidos.
2 - Pelos motivos citados anteriormente, o indivíduo "trava" e opta por ignorar todo o mal que pode fazer aos animais com a sua dieta onívora, e simplesmente os ignora para não se sentir culpado e responsável pelos seus atos e hábitos.
Cito abaixo uma descrição do Blog Opinião Vegana que descreve um pouco melhor as atuais "correntes" de proteção animal.
Abolicionismo
O Abolicionismo Animal pode ser definido como uma corrente de pensamento ético que possui como meta a abolição de uso dos animais. É, sem dúvidas, a corrente de pensamento definidora do veganismo, que prescreve o veganismo como meio, pessoalmente possível de ser adotado a nível individual, para atingir a abolição do especismo.
Seus principais pensadores contemporâneos são Tom Regan e Gary Francione; o último tem tido grande influência no pensamento abolicionista não acadêmico atualmente.
Bem-Estarismo
O Bem-Estarismo Animal é um conjunto de pensamentos que buscam promover o bem-estar dos animais quando usados pelos humanos, em benefício dos humanos. É, portanto, uma ideologia que busca legitimar o especismo, revestindo-o de caráter humanitário através de práticas economicamente sustentáveis e/ou uma grossa camada de retórica.
A WSPA é uma organização notoriamente bem-estarista, tendo seu lobby influenciado a pecuária aqui no Brasil e em outras partes do mundo. Deve-se muito a ela o fato de termos conhecimento do abate humanitário.
Gary Francione afirma que existe algo chamado Neo-Bem-Estarismo, que seria um Bem-Estarismo que se “vende” como meio para atingir o Abolicionismo. Creio que esse termo apenas cria confusão. Se é Bem-Estarismo é Bem-Estarismo, apesar de se estar o vendendo como Abolicionismo. Simples assim.
Socorrismo e as Protetoras
Socorrismo, uma palavra nova que não consta na maioria dos “dicionários animalistas”, foi cunhado por Sônia Felipe para designar um conjunto de práticas que visam socorrer animais que foram lesados. A maioria das protetoras (protetoras, em vez de protetor, pois a maioria esmagadora desse pessoal é mulher) de animais são socorristas.
Veja-se, portanto, que o socorrismo não é incompatível com o Abolicionismo ou o Bem-Estarismo.

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